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Se você veio até aqui, de alguma forma chamei sua atenção...

Palavras ficam para a eternidade, seja imortal...

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2/9/2009

Antes tarde do que nunca...

 
Estive muito tempo ausente, sempre colocando outras prioridades na frente e ao mesmo tempo desejosa de vir aqui e me entregar as palavras, dizer coisas que senti e que sinto, acabar com essa solidão e nada como escrever e as estrelas como companhia e escutar uma boa música ( Eddie Vedder, na Trilha Sonora do filme Into the Wild, Hard Sun é ótima ).
Uma pergunta está martelando a minha cabeça:
Porquê a minha felicidade custa a infelicidade alheia?
Eu sinceramente só quero viver a minha vida, baseada no que eu acho que seja certo, nos valores que cresci acreditando e nos que acabei adotando pela estrada.
Tudo seria fácil se os meus interesses fossem comuns a todas as pessoas do mundo...rsrsrsrs, mas infelizmente não é assim. Adoraria ter o controle de pelo menos minha vida, mas atos isolados de outros me machucam, magoam e lágrimas é só mais um bônus que acabo levando na cara pelo caminho.
Eu tinha essa ilusão de acreditar que tinha tudo sob controle, que se eu fizesse algo que só diria respeito a mim, ninguém teria nada haver com isso é a minha vida, minha felicidade, satisfação imediata dos meus desejos...doce ilusão, vai saber quantas pessoas prejudiquei acreditando numa bobagem dessas, mas estava agindo na minha doce ignorância, será que serei perdoada?
A nossa natureza  na sua grande maioria é egoísta e então que se lixe os sentimentos alheios, vamos ser levianos com o que as pessoas sentem, que se dane o quanto eu possa vir a magoar, as lágrimas que possam vir a cair dos olhos, as barreiras que se possam ser construídas entre os corações que eu vou ajudar a machucar, enfim não sou eu...foda-se!
Não sou nenhuma Madre Teresa, mas sempre vejo os dois lados e o que está faltando é isso entre as pessoas!
Quando você vê alguém que tomou aquela decisão que particularmente acha absurda, parou para pensar que se estivesse no lugar dela, não teria feito a mesma coisa? Comigo já aconteceu isso e digo até mais, já fiquei chocada com as decisões que no início nunca concordaria.
Fatos tem sempre consequências em nossas vidas sejam nas horizontais, verticais, paralelos, alelos...rsrsrsrs, mas não quero me sentir tão pesada por minhas escolhas, a vida já é um fardo e não quero carregar mais do que eu suporte.
 
 
 
 
 
 
 
 
2/28/2008

O que é pior? Sentir saudades do que se viveu ou não ter saudades de nada?

É sempre assim, por mais que eu não queira, quando escuto o Pulse do Pink Floyd, sinto um nó aqui dentro de mim...
Vem na minha cabeça imagens que eu penso que já estão adormecidas, guardadas no seu devido lugar mas o que eu sinto aqui dentro, nem eu consigo explicar por mais que eu quisesse.
Sou levada aquela tarde, na casa de minha irmã com velas e incensos e um Chandon para brindar mais um encontro inesperado, o que era típico de mim no nosso caso.
A alegria ao abrir a porta, o abraço cheio de saudades, o beijo cheio de promessas de uma tarde movida a muito desejo e tesão, quando nos encontravamos era assim, uma explosão de sensações e calor, sim muito calor e suor, sinto ainda aquele cheiro quando escrevo essas palavras.
O tirar apressado das roupas que ficaram jogadas pela sala, o correr para o quarto onde estava aquele abajur vermelho com aquele incenso que ficou impregnado no nosso corpo, os bocas que não paravam um segundo e que veio depois, bem a gente já sabe o que veio depois...rsrsrs.
Dançarmos nús na sala, abraçados, escutando Wish You Where para começar de novo, tontos de felicidade e eu pensava nessas horas que se eu moresse naquele momento, morreria feliz...você foi uma das poucas pessoas que me fizeram chorar de prazer, era tão intenso que eu não conseguia ficar com tudo aquilo dentro de mim e eu chorava e você só me beijava!
Por muito tempo, quando entrava na casa de minha irmã, sentia você naquela casa, sentia o cheiro que estou sentindo agora, que me deixava saudosa e triste, pensando muito mesmo o porque que minha vida tinha que ser assim.
Por mais que eu queira a resposta eu não saberia responder, o que eu vivi me tornou na pessoa que sou hoje e me sinto confortável comigo mesma.
Mas as vezes seria melhor mesmo, não carregar estas lembranças e me esquecer quem sou, por um instante que fosse e sentir a liberdade da ignorância de nada querer, por não se ter nada a perder...a verdade absoluta é libertadora...mas como saber o que é verdade se a realidade é que eu acho que vejo...rsrsrs
Anos de terapia para conviver com isso...enquanto isso...saudades de bons momentos, saudades suas...
 
 
 
 
3/16/2007

Post Atrasadissímo...

 
Particularmente, estes dias foram bem agitados...
Início das aulas da faculdade que estou amando fazer, cada dia que passa tenho mais certeza que fiz a escolha certa mesmo!
Estou me adaptando a esta rotina ferrada que é trabalhar, estudar e acordar cedo para cuidar da Pamella, resultado muito macabro o que estou vivendo: média de 4 a 5 horas por noite de sono. Tem horas que eu sinto o sono da morte, como a minha mãe diz...rs. Mas não durmo nas aulas não, estou lá firme e forte querendo conhecimento de todos os lados e percebi uma coisa logo de cara do curso, o povo adora debater teorias...rs. Tudo muito subjetivo do jeito que a matéria pede. Até agora, as melhores matéria é sobre História dos Povos Antigos, História do Brasil e Teoria dos Estudos da História, está sendo muito gratificante!
Neste mês duas pessoas que eu adoro estão aniversariando... César e Pamella.
No dia 8 de Fevereiro o César fez aniversário, 23 anos e infelizmente não pude fazer aquela surpresa maravilhosa que ele fez para mim no meu, este dois últimos meses no trabalho está sendo de doer, as vendas não estão lá essas coisas e temos tido que apertar os cintos para todos os lados, mas a Renata foi lá em casa com um bolinho e flores, cantamos um parabéns básico com todos e depois fomos beber um vinho aqui perto de casa, onde sempre quando se pode, a gente vai.
De presente, com a ajuda do Wagner e da Mônica ( sem a ajuda deles não teria como mesmo! ), consegui comprar os pratos que ele tanto queria, os Octagon para gravar em Estúdio o novo material da banda e para o Show do dia 23/02/2007, e foi uma correria para ele não perceber nada. Ele parecia uma criança de tão alegre, me abraçou e beijou, o brilho dourado dos pratos resplandeciam nos seus olhos e cheguei a uma conclusão em relação aos homens: São uns meninos grandes o que muda são os brinquedos e as formas de brincar...rsrsrs.
E a Pamella, ela vai fazer no dia 25/02 e vamos fazer uma festinha surpresa para ela...
E o grande dia está chegando, eu nem acredito!!! Dia 28 estaremos lá...
Eu escrevi isso para o César, no dia do aniversário dele, mas só agora consegui publicar...até mais povo
 
Imagine alguém que a primeira vista é super fácil de se lidar...que tem os limites de um aquário na superfície, mas é tão profundo e gigante como um oceano quando você se arrisca a entrar em suas águas?
Ele é um rapaz do interior, com olhos de vidraça fosca, embaçada a jato de areia de onde não mina uma lágrima;
São olhos de turmalina, pedra muito negra, como esse tal amor por mim que ele diz sentir;
Signo de Aquário com ascendente em Câncer, o próprio mapa astral já fala o que eu constatei;
Pessoa com os olhos no futuro, que pensa no passado e aproveita o presente com toda a sua intensidade;
Ah! tem 23 anos completados hoje, mas as vezes parece que tem 16 de tão criança e 50 de tão maduro;
Olhar penetrante, daqueles que te devora só de se encarar; observar e caçar são seus passatempos prediletos;
Mãos grandes que além de bater ferozmente numa bateria nos finais de semana tem muitas outras habilidades;
Boca bem delineada, que pode sair a mais cruel das respostas, a mais doce declaração ou a mais mórbida das gozações;
Beijos que fazem você sentir que aquele seria o momento perfeito para se deixar afogar e você nem percebe de tão envolvida que está afinal, seu carisma encanta;
Um mau humor matinal revoltante, falar com ele nesse período e descontrole e perca de tempo, seu na certa;
Não o acorde nem interrompa o seu sono de forma nenhuma, se isso acontecer você corre o sério risco de ser excomungado e amaldiçoado, mandado para os quintos dos infernos de forma grosseira e sem ressentimentos posteriores;
Sinceridade absurdamente dita sem frescuras ou máscaras;
Amante da liberdade e de não dar satisfações, mas acredite, quando ele fala eu sinto que na maioria das vezes é sincero;
O que posso mais falar de você, eu sou essa montanha-russa, uma avalanche de sentimentos que não nem sei falar e você é meu " Estreito de Gilbratar ", aquele que na hora certa abraça e diz que tudo vai ficar bem, que vai dar certo;
As palavras aqui escritas e ditas, sinceramente, não querem dizer nada no final das contas, o que faz a diferença são atitudes, caráter e vontade de alçar novos vôos para ser o melhor e esse espírito você tem de sobra...por isso gavião, você vai voar muito alto e que tudo neste mundo permita que eu tenha fôlego para te acompanhar...
Beijos da sua,
Cleide 
3/5/2007

Vida, vida...


Pois é, desempregada!
 
 
2/23/2007

Nasceu a Mariana...

O Marcos, meu ex-marido é um cara muito legal!
Não foi à toa que compartilhamos 12 anos de nossas vidas e desse amor nasceu a nossa Pamella, uma criança que deste o começo nos trouxe muitas alegrias e nossa princesa no dia 25/02 vai completar 11 anos.
Nossas vidas tomaram rumos diferentes, mas eu sempre respeitei ele como o excelente pai que é e também aprendi a admirar a sua esposa, a Nádia que é uma mulher que trata minha filha como se fosse dela. Fiquei muito feliz com a notícia da sua gravidez, era um sonho que se realizava e ter um filho de quem se ama é natural, perpetuar o amor de duas pessoas num único ser é a forma mais concreta de dizer " Eu te admiro tanto, eu te amo tanto, que quero um filho seu", a grande maioria das mulheres escolhe de quem quer ter o filho, eu acredito nisso!
Assim nasceu no dia 21/02/2007 de um saúdavel parto normal a Mariana, que de tão comprido o nome que a mãe quer colocar, vou chamá-la simplesmente de Mariana Crepaldi, irmã de Pamella, neta de Anésia e Mario, sobrinha de Marcelo e Silvana, Maurício e Andressa, prima de Lucas e Thabata e mesmo de longe tem essa tia aqui afinal, tenho uma experiência danada com piscianas e de lidar com esse gênio forte que elas tem.
Seja Bem-Vinda Mariana, o mundo agora começa a ser seu...
2/16/2007

Tá chegando a hora...

RUÍDO BRANCO
por Sávio Vilela

O que acontece quando a maior banda de rock do planeta cisma de fazer um "show intimista" em um país sedento por grandes concertos e repleto de fãs babando de fome?
 
Em 2003, Chris Martin está meio que gracejando: "Vamos fazer um álbum que nos colocará no Rock and Roll Hall of Fame!". Aí veio o X&Y, de 2005, e o que mais se ouve da boca dos colegas de Coldplay é: "Temos saudade de quando éramos uma banda menor".

O Coldplay ainda não foi indicado ao hall roqueiro da fama, mas enquanto seus integrantes sentem falta dos tempos em que tocavam em muquifos londrinos e não tiravam muito mais de dois dígitos por noite, o bom-mocismo e as melodias cheias de açúcar da banda convertem-se em cifras mastodônticas.

No ano em que os figurões da indústria fonográfica começaram a chorar as pitangas e amargar quedas consideráveis nas suas vendas, os engravatados da EMI, pimpões, se gabavam de uma irrisória diminuição dos lucros. Atravessaram sem traumas esse vale de lágrimas graças ao salvo-conduto dos 8,3 milhões de cópias de X&Y, o disco mais vendido de 2005 - que deixou para trás gente como Mariah Carey, Green Day e Black Eyed Peas. O álbum alcançou o topo das paradas em 28 países, vendeu 737 mil cópias logo na semana de lançamento.

Entre junho de 2005 e julho de 2006, a longa turnê Twisted Logic faturou mais de 24 milhões de dólares só na passagem pela América do Norte. Somadas as vendas de X&Y e do segundo disco, A Rush of Blood to the Head (o que tem "In My Place", de 2002), são 20 milhões de cópias mundo afora. Equações assim só fazem parte da aritmética dos grandões do pop, mas é isso, o Coldplay é a maior de banda de rock da atualidade.

No patamar estratosférico em que estão e seguidos por um séquito religioso de fãs, a habitual comparação com o U2, uma influência confessa, se torna mais certeira. Uma mistura do pianista Schroeder (o amigo do Charlie Brown) com o humor autodepreciativo de Woody Allen, com o epíteto de "vegetariano mais sexy do mundo", Chris Martin chega a ser tão carismático quanto Bono em seus bons tempos e até apresenta uma tendência similar ao ativismo sociopolítico - de um jeito mais autoirônico, claro (veja boxe). Mas a idéia de ostentar uma aura messiânica como a dos irlandeses não é muito aprazível ao Coldplay.

Exaurido pelos pesados louros da fama, o baterista Will Champion desabafou à BIZZ durante a passagem da turnê Twisted Logic pela Flórida. "Tenho saudade dos tempos em que éramos só nós quatro, sem tudo isso em volta. Claro que é legal ganhar dinheiro, não vou ser hipócrita, mas era muito bom não ter nada a perder." Martin também já disse que ainda não aprendeu a lidar com a fama. E, segundo ele, "a pressão do sucesso mata a criatividade de uma banda". Possivelmente, foi essa leve megalofobia que fez o grupo desacelerar o ritmo em 2006. No início do ano passado, durante sua aparição no Brit Awards, o vocalista avisou o público que eles não se veriam tão cedo. Imediatamente, manchetes de "É o fim do Coldplay" começaram a pipocar, assim como especulações sobre as "férias de cinco anos" que a banda tiraria. Ironicamente, não demorou muito para que o Coldplay iniciasse um último capítulo da turnê Twisted Logic por Austrália, sudeste asiático e Japão. Apesar de precipitado, o que Martin queria dizer era que ao longo de 2006 ele e seus companheiros dedicariam mais tempo à família, aos amigos e a levar uma vida normal. E a estabelecer um novo ritmo à banda, mantendo uma distância segura - mesmo que temporária - dos referenciais anabolizados da indústria.

Querida, encolhi o show
Impressionados com a recepção que tiveram quando passaram pela América Latina em setembro de 2003 (incluindo o Brasil), os londrinos decidiram por conta própria que voltariam à porção mais tropicalista do Novo Mundo em 2007. Em dezembro, revelaram as datas de uma turnê que passará por quatro países latinos: 14, 15 e 16 de fevereiro, em Santiago, Chile; 20, 21 e 22, em Buenos Aires, Argentina; 26, 27 e 28, no Via Funchal, São Paulo; e 3 de março, na Cidade do México. Aproveitando o embalo, a gravadora EMI põe na loja uma edição limitada do último álbum da banda, com um DVD-bônus.

Antes que os promotores latinos pudessem terminar o raciocínio lógico e óbvio ("turnê da maior banda do mundo = dinheiro gordo no bolso"), vieram as exigências em relação ao formato dos shows: casas de médio porte (ridiculamente menores que os estádios de anfiteatros e estádios da última turnê mundial) com possibilidade de acomodar "platéias sentadas". Ou seja, quóruns ainda menores. O site da banda avisa que essa é uma oportunidade para que o Coldplay "teste seu novo repertório em um show intimista".

As datas no Via Funchal, em São Paulo, têm se revelado um marco da miniaturização no showbiz nacional. Coisa de deixar produtores, fãs e imprensa de cabelos em pé. Na última passagem do Coldplay pelo Brasil, quando promovia o disco A Rush of Blood to the Head, a banda tocou para mais de 12 mil pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro. Desta vez, mais populares que nunca, tocarão para cerca de 2.700 pessoas sentadinhas por noite, numa configuração que um funcionário do Via Funchal disse ser mais usada para "peças de teatro infantil".

Se compararmos com a recente Twisted Logic, a coisa fica mais discrepante. A turnê que promoveu X&Y tinha uma média de 20 mil pagantes por show e era emoldurada por cenários e estruturas gigantescas: telões enormes, lasers, balões gigantes, luzes estroboscópicas, toda parafernália e mise-enscène habituais dos shows de arena.

Pode ser que a banda esteja estabelecendo uma tradição. Em março de 2005, antecedendo em poucos meses o lançamento de X&Y, Martin e sua trupe fizeram um show secreto praticamente nos mesmos moldes no pequeno clube Troubadour, em Hollywood. Tocaram composições então inéditas para uma platéia de pouco mais de 300 pessoas. E com a notícia de que o novo álbum dos bons moços, antes esperado para o final do ano, já está quase pronto, tudo leva a crer que a banda teve a idéia pouco feliz de excursionar pela América Latina com um show com o formato diminuto de um "secret gig", desaguando músicas inéditas numa multidão sedenta por catarse coletiva de hits. Os segredos são tantos que boatos chegam a dar conta de que os shows teriam apenas dez músicas - todas novas. Dá para acreditar?

Se a intenção da banda com esse formato é criar com os fãs um clima intimista, quentinho e gostosinho, uma coisa aconchegante e discreta só entre eles, nunca se viu preliminares tão barulhentas. O qüiproquó causado na véspera não é nada estimulante. Fãs se revoltaram e se mobilizaram contra os preços e as condições do show. Contudo, todos os ingressos se esgotaram em menos de 48 horas. As linhas destinadas às vendas por telefone permaneceram ocupadas durante todo tempo - houve quem esperasse por mais de 2 horas na linha para ser atendido.

A pouco menos de um mês da chegada do Coldplay, a impressão que se tem é que os produtores do show estão inseguros, desinformados e decepcionados com a coisa toda. Luiz Oscar Niemeyer, presidente da produtora que está trazendo a banda ao Brasil, a Planmusic, preferiu nem falar no assunto, alegando não estar "seguro o suficiente para comentar algo".

"Fomos pegos de surpresa com esse formato do show. Só tomamos conhecimento disso pelo site da banda. O contrato só foi assinado no dia seguinte à divulgação das datas no site. E 'quebrou a firma' porque estávamos esperando um showzão. Mas não vai ser, por exigência deles. Só nos restou acatar", diz Lana Palmer, assessora da Planmusic. Mesmo se tratando de um espetáculo tão atípico para os padrões da banda, a produtora não teve acesso a mais detalhes e informações sobre as estruturas e os equipamentos que podem ser usados no palco, no repertório e no cenário.

"Não lidamos diretamente com ninguém da equipe da banda nem com o empresário dela. Nosso maior contato é com a secretária do escritório que nos vendeu os shows - e que não responde a nossas solicitações", explica Lana. "Não sabemos de nada ainda, apenas que está marcada uma coletiva no dia que chegarem, no domingo. Um dia especialmente ruim para a imprensa."

 

 
1/25/2007

Há orgasmos soltos no ar...

Arnaldo Jabor

Um dos sintomas do mundo louco é a masturbação. Sim, não me refiro à mera punhetinha, à mera 'coça na miúda', ao mero 'estrangulamento de peles vermelhas', ou à doces siriricas, românticos delíquios, orgasminhos secretos de mulheres; refiro-me à solidão social reinante, que provoca a solidão sexual, mesmo dentro da permissividade total de hoje. Em meio a tanta liberdade, nunca fomos tão sozinhos. Tínhamos os pecados, tínhamos as proibições que perfumavam os prazeres deliciosos mas, hoje, com a crise do amor romântico, com tudo permitido, ao sexo foi designada a função de substituir frustrações políticas e sociais.

Eu pensava essas coisas graves, quando subitamente me surge uma 'serpente' na TV: um reluzente e enorme 'vibrador'! Sim, um pênis artificial que uma mulher exibia, elogiando os benefícios da masturbação contemporânea. Ela louvava com orgulho o chamado 'dildo', manejando-o com naturalidade e destreza, enquanto o inquietante objeto fálico ronronava como um gatinho angorá. No dia seguinte, vejo no Saia Justa um fino debate sobre as vantagens do bom e velho 'big consolator' Tabajara. Aí, me bateu a verdade inapelável: o vibrador explica a solidão em que vivemos, no amor, na política, nas artes.

O pré-vibrador foi inventado na pré-História; há-os até de pedra, pênis artificiais 'flintstones' e, no inicio do século 20, foi recomendado no tratamento das histéricas frígidas. Tinha o romântico nome de 'consolador', ou seja, um 'consolo' para damas solitárias, uma nostalgia, uma saudade. Hoje, não. Hoje o pênis natural é que ficou no banco de reservas. Hoje o 'dildo' não consola ninguém; veio para afirmar, para nos substituir e nos deixar a nós 'desconsolados'. Nos tipos de vibradores, há um retrato de nosso mundo imaginário: há-os em forma de coelhinho infantis, há-os negros de ébano, imensos, evocando a África profunda, há-os árabes, terroristas, há-os imperialistas, americanos, há-os autoritários, ibéricos.

Com a inseminação artificial e os 'dildos', cria-se uma civilização de abelhas sem zangões. E não há uma contrapartida do consolador para homens. As tais mulheres de plástico (como vi anunciadas numa revista com o genial slogan: 'She needs no food nor stupid conversation') não resolvem. É muito sinistro aquela pobre boneca sendo estuprada no silêncio da ignomínia. A mulher de borracha é uma metáfora analógica; já o vibrador é uma metonímia digital - a parte pelo todo. A mulher de borracha nos angustia com sua presença incômoda; ela nos inquieta, mesmo esvaziada no fundo do armário, como uma ocultação de cadáver. O pênis digital não; ele tem vida própria, não tem inconsciente, não tem desejos e manias. O consolador é uma 'coisa em si'; já o homem é 'para si', cheio de projetos, opiniões. Ele não é um pedaço, está inteiro; o homem é que foi amputado dele. O consolador não perua (com trocadilho, please); ele é um amante dedicado, sempre pronto para satisfazer sua dama. O consolador é uma fantasia feminina de auto-suficiência, mas é também um velho sonho masculino: ser livre e solto como um pênis voador, sem inibições, comendo todo mundo numa boa, voando, irresponsável, o velho sonho do 'passaralho', capaz de proezas infinitas. Os homens gostariam de ter a autonomia de vôo do vibrador, seus movimentos giratórios, sua beleza aerodinâmica.

Vamos assumir logo: temos inveja e ciúmes do vibrador. Se uma mulher põe um vibrador na cama com o parceiro, isso pode provocar uma crise: 'Ele é melhor que eu, quem você prefere?' Um vibrador pode provocar broxadas irreversíveis; um vibrador pode gerar terríveis discussões de relação ('DR's'), a que ele assistirá impassível, ali, na cama, como um juiz da Vara de Famílias (com trocadilho).

O vibrador parece uma arma. Está pronto para entrar, aonde? Ele não recusa portas, pode estar na mulher ou no homem e, por isso, é angustiante. Ele pode desencaminhar machos, principalmente nesta era GLS , de oscilações entre homo e hetero. Vejam o sucesso crescente do 'fio-terra'... ( quem não conhece a expressão , informe-se ou se toque - com trocadilho...)

Mas, o vibrador não é um objeto cotidiano, que possa ficar à vista de todos, ali, como um bibelô, um telefone (se bem que os há nesse formato). Onde guardá-los? Nas gavetas e desvãos, encafuados e ocultos, sentem-se de longe as vibrações dos vibradores. Eles estão ali como uma bomba-relógio. Além do mais, o que dizer aos filhos que perguntarem: 'Mãeêê... posso brincar com esse minhocão preto aqui? Legal! Essa piroquinha anda sozinha!..'

Eu fui educado para achar que as mulheres eram românticas, apenas uma conseqüência do desejo masculino. Hoje, a mulher pega, mata e come machos constrangidos e inseguros, perplexos diante de tanta liberdade. Ficaram mais fálicas que qualquer um de nós. Quem pode competir com seus parceiros portáteis? Elas estão numa 'falicidade' (com 'a' mesmo) vingativa quase, recuperando séculos de submissão. E o vibrador é sua espada para nos castrar num espelho. A tecnologia não tem volta. Assim, jamais vamos restaurar um romantismo simbiótico entre sexos analógicos. Talvez inventem vibradores com alma, o inverso de homens maquínicos: vibradores em crise, em dúvida, vibradores que discutam a relação, que tenham de ser estimulados aos poucos, que precisem de preliminares, que podem até broxar, humanizados como nós. Na progressiva desumanização do sexo, os corpos estão apenas virando lugares onde se expressará o prazer das máquinas, seremos apenas o campo de provas da eficiência técnica das coisas. Quanto maior o orgasmo, mais caro o equipamento; dirão os vendedores: 'faz um 'test drive' com esse bofe aí...')

Com o tempo, seremos apenas uma lembrança, uma nostalgia romântica, uma fantasia erótica evocada em meio a orgias tecnológicas e sem alma.

1/23/2007

O Peso e a Leveza...

 
Eu li A Insustentável Leveza do Ser de Nieztche e sinceramente não entendia essa questão do Peso e da Leveza, mas acho que já tenho uma teoria, estou aprendendo o quanto uma pessoa pode ser leve e pesada ao mesmo tempo. Estou me sentindo assim...
A realidade com o peso da rotina é tão angustiante meu Deus! a certeza do que vai acontecer é avalassador, fico pensando que as pessoas não conseguem lidar com as certezas tão básicas que nós acreditamos ter que é acordar, trabalhar, estudar, fazer amor quando se tem vontade ( quando se tem, diga-se de passagem ), ver as mesmas pessoas, família...Ah!!!! Imagine se tivessemos a exata dimensão de tudo, quando de repente a gente se pega pensando "Como eu queria saber de tudo, Deus!" e você quer saber, ninguém está preparado para isso mesmo, até a Morte que é uma das únicas certezas que temos, tem gente que foge dela, pensando que nunca irá chegar...
Uma vez o Evaldo, uns dos meus amigos de longa data, numa de nossas conversas me disse que antes de mais nada o AMOR é decisão.
Todo dia você tem que acordar e dizer sim, eu quero você com seus defeitos e qualidades, com todo o peso que você tem por ser a minha rotina, mesmo tendo aquela outra pessoa que atormenta os meus pensamentos, eu decido por você sempre. E mais do que decidir, tem que se acreditar que esta se fazendo a coisa certa, sonhar que é possível essa certeza ser tão certa quanto o alvo que está na parede.
Aí entra a leveza que as pessoas tem enquanto elas são mistério! Sim, tem pessoas que são tão infinitas quanto o mar, você rema contra a maré, tentando achar alguma parte mais rasa e quando você acha que chegou, o chão foge aos seus pés e quase se afoga, se desespera, luta para sobreviver na confusão toda da mistura que é o medo de ir mais para frente por se acreditar em algo melhor ou no medo de se entregar e de repente sentir que tudo foi em vão. Há aquelas que gostam do sentimento da eterna caça, acham que sempre há algo melhor no mercado dos avulsos e no final quem vai sobrar é ela mesma na eterna procura do melhor. A liberdade também tem uma leveza apaixonante e prazerosa e no final de tudo é tão bom que você não sabe o que fazer com ela, porquê o que se procura mesmo é a rotina com o seu peso de certeza, pois nós achamos no controle e acreditamos muito mesmo que isso é poder.
Certeza é poder acreditar que se tem controle sobre a vida idiota que tento levar cheia de regras que não fui eu que fiz!!!
Eternos dilemas e buscas e no final só resta uma única certeza mesmo...nada é eterno, nada.
Antes de mais nada César eu te odeio muito e te amo demais, não se esqueça disso! Um dia vou escrever um post só sobre você...rsrsrs
 
Angela Rô Rô - Compasso
Ricardo MacCord / Angela Ro Rô
É o que pulsa o meu sangue quente
É o que faz meu animal ser gente
É o meu compasso mais civilizado e controlado

Estou deixando o ar me respirar
Bebendo água pra lubrificar
Mirando a mente em algo producente
Meu alvo é a paz

Vou carregar de tudo vida afora
Marcas de amor, de luto e espora
Deixo alegria e dor ao ir embora

Amo a vida a cada segundo
Pois pra viver eu transformei meu mundo
Abro feliz o peito
É meu direito!
   
1/19/2007

Crônicas de uma Crepaldi


" Fica a seu critério se é imaginação ou verdade..."
 
Quando ela chegou em casa, na tarde daquele dia, tinha ainda no fundo uma esperança: a de que ele não tivesse ido ao encontro que fizera os soluços e choros daquela madrugada. No fundo, sabia que em algum momento o peso de suas palavras e daquele acordo viriam com uma realidade que seria difícil suportar, a liberdade e a verdade sempre tem um preço, só depende de cada um pagar ou não.
Eles formavam um casal com muitas idéias avançadas para esta época, o desapego do sexo com sentimento, até mesmo para ela, funcionava muito bem no campo das idéias, mas agora que a situação batia a sua porta, era complicado não escutar, fingir-se de surda para algo tão próximo. Não queria fazer a linha " suas idéias não correspondem aos fatos ", mas quando ele disse que iria sair com uma mulher no dia seguinte, ela se descontrolou e chorou lágrimas sinceras de tristeza: sentir que somente os dois não bastavam na relação que tinham e ao mesmo tempo admira-lo por sua atitude de sinceridade era desconcertante.
Sempre pedimos sinceridade das pessoas, mas num mundo onde cada vez mais fazemos sempre o que se convém é confuso o interesse de todos ser igual ao seu e todos saírem felizes com todas as situações, ninguém disse que viver é fácil, mas a gente tem o dom de complicar tudo um pouco mais, isso é fato.
Não havia traição, tudo tinha sido feito com o seu consentimento, então a pergunta que ela mesmo fazia era o porquê do espanto diante de algo que fatalmente iria acontecer, era só uma questão de tempo? Na verdade o que ela queria era ouvir algo do gênero, não quero nada disso, mesmo tendo toda a liberdade para que aquilo viesse a tona. Enfim, era essa a vida...
Ela não pensava ou imaginava o ato em si, mas ficava pensando como seria beijar e tocar, se envolver com alguém só por tesão? Lembraria dela no exato momento? Como seria sua reação ao ver ele chegar em casa, sabendo de tudo isso?
Dormiu em meio aos seus pensamentos e só acordou quando a mão dele deslizava carinhosamente pelo seu rosto, foi quando ela percebeu como ele estava bonito e atraente. Vestia uma blusa social azul despojada, calça jeans com bolsos laterais grandes e um sapato preto, usava um perfume que ela havia dado de presente de Natal, destes que você que é mulher se embriaga só de pensar, tem aquele cheiro que você sente e procura qual homem pode estar com aquele cheiro maravilhoso! 
Olhou bem para aqueles olhos grandes e negros e percebeu que ele também procurava um consentimento nela, algo do tipo "por favor, diga que entre nós nada mudou, preciso sentir que você ainda me ama", na sua cabeça começou a tocar uma música da Maria Bethânia, a voz grossa invadiu sua mente onde se formou a imagem que ela instintivamente na realidade também fez: Pegou a sua mão e beijou num sinal claro de aceitação dos fatos e de devoção ao amor que nutria o pulsar daquele coração.
Suas bocas se uniram num beijo cúmplice e apaixonado e naquele momento nada mais importava a não ser o seu abraço forte que a fez sentir um calor subir por dentro, o calor do desespero do amor que tem que ser satisfeito várias e várias vezes.
Eles fizeram amor assim na absoluta questão do momento, agora ela sentia o cheiro também da outra mulher, um cheiro marcante e doce e ela se assustou consigo mesma: ficou excitada de pensar naquela imagem, dos dois juntos sendo que ela nem sabia quem era a outra. E ele estava mais feroz, segurando suas mãos e penetrando ela com mais força, seu corpo suado sobre o dela, suas palavras que a enchiam de vontade de que ele fosse mais fundo, que não fosse só no corpo, que ele entrasse na sua alma também e assim passaram a noite, nas brincadeiras e na troca de confidências do quanto tinha sido enriquecedor a experiência para os dois mas de um ponto de vista diferentes. 
 
 
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Cleide Crepaldi

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Sou extrovertida, sempre procurando ver o lado positivo de tuda na vida. Respeito a liberdade e individualidade das pessoas, sincera ao extremo ( já tomei muito na cabeça por causa disso ). Me acho uma pessoa fácil de lidar... São tantas...
" Você é eternamente responsável por aquilo que cativas "....